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O Solar

 

Rio vai ganhar espaço cultural moderno e bem equipado 

O Rio de Janeiro está prestes a incorporar um novo endereço a seu circuito cultural: o Centro Cultural Solar de Botafogo , localizado no nº 180 da rua General Polidoro, em Botafogo, zona sul da cidade . Com inauguração prevista para o início de abril, o espaço é fruto da coragem e da perseverança do casal de atores Leonardo Franco e Claudia Lira , produtores associados no empreendimento , que , sem o respaldo financeiro de patrocinadores , conseguiram transformar um casarão do início do século passado com características arquitetônicas típicas do final do romantismo , em uma casa de cultura moderna , multifuncional e excepcionalmente bem equipada – tanto do ponto de vista técnico quanto tecnológico . Assinado por dois dos maiores especialistas em arquitetura cênica do país ­– o paulista J. C. Serroni ( anteprojeto ), e o carioca José Dias ( projeto executivo ) – , o projeto arquitetônico do Solar de Botafogo preservou o aspecto histórico da construção , através de um trabalho de restauração da fachada original , e promoveu uma total reestruturação de seu espaço interno , com direito à anexação da área externa traseira , onde foi erguido o edifício teatral propriamente dito , composto de palco italiano em quarteladas, porão , urdimento e varandas de manobra , além dos camarins . Trata-se, por sinal , do primeiro teatro a ser construído na zona sul carioca e o primeiro particular surgido na cidade com todos esses recursos cenotécnicos (confira no box “ Mecânica Cênica ”) desde a inauguração do Villa-Lobos, em 1979.

Com 800 m 2 de área construída, além do teatro , com capacidade para 160 pessoas , o Solar de Botafogo vai abrigar ainda uma galeria de arte vertical , um café-concerto e um lounge; sem falar em bilheteria, banheiros públicos e um elevador para idosos e deficientes físicos .

Para dar personalidade própria a cada um desses ambientes , Franco e Lira reuniram um verdadeiro dream team de arquitetos . Caco Borges criou a ambientação da platéia e do balcão do Teatro Solar ; Chicô Gouvêa , a do café-concerto ; Flávia Santoro e Daniel le Parreira ficaram com o lounge; Alexandre Lobo e Fábio Cardoso , com a Galeria de Arte Vertical ; Maurício Prochnik , com os camarins ; Cláudia Brassaroto projetou os banheiros públicos e Alexandre Murucci , a fachada e a bilheteria . Mesmo trabalhando dentro de uma visão integrada, os nove arquitetos souberam dar seus toques de mestre a cada recanto do SOLAR , fazendo dele uma espécie de “ casa do ator ”, ou seja, um espaço de exposição permanente de arquitetura de interiores.

 


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